domingo, 15 de fevereiro de 2009

eu seria mais feliz ?


É até engraçado parar pra pensa em tudo que a gente pensa. Esses dias mesmo, fui visitar um tio, e lá nós assistimos vários clips, de músicas que nossos pais dançavam na discoteca. Aquele ambiente escolar, a professora cantando 'It's raining man', e pela janela, vários homens de guarda-chuva caindo do céu. É totalmente tosco e envolvente! E se você assiste um clip hoje em dia, é aquela mesmíssima intenção de choque, aquela costumeira tentativa de polêmica.
Mudando um pouco o rumo da conversa, porque não é para comparar as intenções de ontem e hoje que estou aqui, nesse dia, eu comecei a imaginar uma coisa que há muito eu não pensava mais. E se eu tivesse vivido em outra época, outro tempo?
E se eu tivesse nascido quando ainda existiam as discotecas, e as pessoas podiam sair de casa sem se preocupar em assaltos e afins? Seria minha mãe realmente minha mãe nascida em outra época, ou seria ela uma amiga de discoteca? E se eu usasse aquelas calças boca de sino, e dançasse Abba ou Village People? Seria eu mais feliz naquela época tão brilhante, animada e dançante?
E se eu tivesse nascido em 1944? O fim da Segunda Guerra faria difereça para mim como fez para milhões de judeus que se viram livres de Hitler, ou para os franceses, que tiveram seu tão amado país invadido por alemães e quem quer que estivesse ali para matar? E se eu fosse uma dessas pessoas? Eu seria mais feliz ao sentir o alívio do fim da guerra na época?
Eu seria mais feliz se tivesse nascido em 1940 ou 1950, para que vivesse a juventude nos tão particularmente amados por mim, os anos 60? Eu ouviria Beatles ou Rolling Stones sem parar? Eu gostaria de The Mamas and the Papas ou The Animals? Ou o blues de raiz falaria mais alto? Eu usaria roupas de bolinha? Eu frequentaria pub's ou ouviria bossa nova? Usaria eu drogas? Eu seria mais feliz com doses frequentes de LSD, tão comuns na época?
E se eu tivesse nascido em qualquer época que fosse, conheceria eu pessoas mais legais, mais bonitas, mais feias? Namoraria eu um garoto menos inteligente? Teria eu amigos como os de hoje? Amaria eu minha família como ocorre?
Apesar de sentir nostalgia ao ouvir músicas, assistir a filmes, ou qualquer clip que seja, tenho certeza que a minha época é essa. Buscar felicidade a mais ou a menos em impossibilidades sonhadas não é necessário. Nada que um bom pensamento e um bom som não resolvam. :D
-Vidrada em ' Histórias da Meia-Noite', Machado de Assis.
-Ao som de 'Waterloo', Abba.
Enfim!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

it's been a long time !


Deus! Faz quanto tempo que eu não posto? Ah, não importa :D

Como o orkut já revelou àqueles que resolveram dar uma passada na minha vida virtual, fui à praia semana passada com família e namorado. Acho que não preciso dizer que foi ótimo. Mas foi ótimo e extremamente gostosinho ;D . A brisa marinha alimenta os pensamentos de qualquer um .

Ai minha vida tá tão corridinha! Comecei a trabalhar. Que vida de gente grande viiu!

Ultimamente minha vida voltou um pouco para trás. Acho que ela está seguindo e indo pra trás ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Ouvindo as mesmas músicas, assistindo aos mesmos gêneros de filmes, rindo das mesmas piadas. Não reclamo disso, de jeito nenhum. Adoro esse ritmo retrô de gostos e manias. Mas minha mania de ter medo de tudo está de volta. É sempre assim. Vem e vai embora, e de vez em quando volta. Acho que eu sou cismada demais. Penso demais. Calculo demais. Preciso parar com isso.

Não consigo escrever mais meu livro! Falta de tempo é desculpa pra preguiça. Preciso de algo que me motive! Alguma sugestão? Tenho medo que minha falta de criatividade possa decepcionar. Mas a quem?

Apesar de todo esse discurso aparentemente infeliz, se enganam aqueles que pensam que o estou. Muito pelo contrário. Eu realmente estou feliz *-* A saudade dos amigos mata, a falta que a escola vai fazer mata, maas só um poquinho e eu supero. ;D

Farei de tudo para postar mais ainda essa semana *-*


- ao som de 'Oh Darling', Beatles of course;

-Prestes a ler 'Histórias da Meia-Noite', Machado de Assis;

Enfim!



sábado, 17 de janeiro de 2009

o que te faz pensar?

Ontem foi dia de matar saudade. Encontramo-nos, eu e o pessoal do 3ºC, pelo menos os que se mostraram interessados em se apresentar, no parque da cidade (ai que gostoso :P). Nossa, que delícia poder ver novamente os meninos se matarem no sol para jogar bola, que delícia ver os mesmos de sempre sentados, apenas observando o jogo (eu me incluo nesse grupo :D), que delícia ver o Guto de barbixa e saber que ele vai fazer medicina, que delícia ver o Gú de bigode e barba a fazer, que delícia abraçar o Tato, conversar, tirar fotos e andar de bicicleta com a Carol, abraçar o Ví, ver a Lidy com uma camiseta pink com um bonequinho de voodoo. Que delícia jogar mato no Fefê, sair abraçada com o D'urso, ver o quanto o Grande não cresceu, cobrar o meu Jack e o meu CD do Dodô, ver o quanto o Japa está bronzeado e gato, ver o Toí de bermuda, camiseta branca e chinelo, a Gabi e o Rafa juntos, o Marco, o Joaka e o Tropeço. Que delícia ver todo mundo sentado na grama!
Eu e a Carol fomos para Vinhedo, na casa da Ana, após algumas horas, suadíssimas, vermelhíssimas (no meu caso, somente o nariz), e loucas por um banho. A Karina também estava lá. E assistimos a dois filmes: "Desejo e Reparação" e "O Orfanato". O primeiro eu já havia assistido antes. O segundo, sempre morri de pavor de ver. E acabei vendo. :O
Pela incontável vez que vi Desejo e Reparação, pude novamente sentir que estava pensando a mesma coisa que sempre pensei ao assitir: "O que poderia passar pela cabeça de um soldado que vivenciou a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial?". Homens de 34 ou 18 anos, pais de família ou marginais, casados ou não. Todos tinham deixado uma vida pra trás para tornar-se uma máquina mortífera. Para explodir bombas e matar outras pessoas que assim como eles, tinham uma história pra contar. Uma história matando a outra. Um sonho explodindo o outro. Na cena onde se presencia a evacuação de Dunkirk, pode-se notar as infinitas particularidades que estavam se perdendo em meio ao caos. Cavalos sendo mortos para o peso dos navios não se excedessem. Homens, que dias, horas, ou minutos antes haviam pelo no gatilho, brincando num carrossel e esquecendo aquilo tudo. Outro que lia a carta da namorada pela milésima vez, namorada essa que talvez já tivesse ingressado em outro relacionamento. Pais loucos para estarem ao lado do filho ou da esposa. Jovens brincando juntos feito crianças. Outros bêbados. Alguns cantando em busca do apoio de Deus. Outros cantando e madizendo a guerra. E outros morrendo, deixando tudo para trás. Particularidades infinitas que são extinguidas. Ou resgatadas por um bom tratamento psiquiatra.
Pensei em escrever sobre o que pensei de "O Orfanato". Mas não, cansei. Quero apenas dizer: "É justo que crianças orfãs e portadoras do HIV nunca descansem em paz?". Assistam, morram de medo do Tomás e seus amiguinhos espíritos, joguem e se emocionem com o final. :D

-ao som de "The Show Must Go On", do Queen.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

será?




Durante toda a minha vida, eu já me peguei pensando em todas as possíveis profissões que eu poderia exercer quando virasse 'a real person'. Lá em meus 5 anos de idade, quando eu ganhei o meu primeiro diário, eu imaginei se um dia as pessoas iriam ler tudo aquilo que eu registrava. Coisas do tipo: "hoje eu pintei o cabelo de minha boneca com batom vermelho". Imaginava se as pessoas iriam se interessar por esse tipo de coisa. Indiretamente, me imaginava escrevendo histórias.


Como toda boa criança que ame de seu bichinho de estimação, já sonhei em um dia ser veterinária. E poder salvar todos os animaizinhos do mundo! Claro, afinal, naquela época, era só pra isso que veterinários era úteis: salvar bichinhos. :D


A minha simpatia por esse lado da zoologia sempre prevaleceu. Sabe, aquela paixão que você têm por todos os vertebrados, aquela ilusão que você um dia vai poder entrar na floresta Amazônica e encontrar uma onça pintada! Não nego que esse seja, de longe, um dos meus maiores sonhos. Aliás, uma paixão como essa não morre de um dia para outro.


Com 7 ou 8 anos, entrei para aula de jazz. Logo de cara, já me imaginei uma grande bailarina. Eu realmente amava dançar, e tinha uma vantagem: estava sempre na frente nas coreografias. Até hoje não descobri se era porque dançava bem, ou por minha desvantajosa estatura uu'. Dancei por 8 anos consecutivos. E penso em voltar a dançar (não profissionalmente, mas por hobbie).


Em meus 11 anos de existência, foi quando iniciei o meu vício ilimitado por filmes, iniciado por 'O Resgate do Soldado Ryan'. Sangue, guerra, braço pra cá, perna pra lá, bomba que explode. Ai era fascinante! Foi aí que começou a minha adorável simpatia por história, mais especificamente, Segunda Guerra Mundial. E foi a partir daí, que eu, como toda menina que goste de filmes, me imaginei uma atriz. Afinal, naquela época eu ainda não sabia nada sobre a função de um diretor num filme. xD


Tá, pulando uma boa parte da minha vida, e no decorrer de minha carreira existencial, já pensei em ser: professora de história, bailarina, veterinária, tradutora (amo línguas, mesmo sabendo inglês pobremente), professora de inglês, química, atriz, diretora, produtora, engenheira florestal ou ambiental, fisioterapeuta´, advogada e bióloga. E decidi ser bióloga.


Decidir nem sempre funciona. O que a gente decide nem sempre dá certo. Por ironia do destino, por praga de meu primo, ou por vontade de Deus, caiu como uma luva na minha vida o curso de direito. Se eu me imagino uma advogada, promotora, procuradora, juíza, seja lá o que for? Ainda não sei. É um teste. E se tudo conspirar a meu favor, que venham 5 anos de estudos, que venha prova da OAB! Ufa :D




-roendo as unhas e olhando para o pôster de 'Peixe Grande';


-sem tempo e vontade de escrever :/




Suspiros!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


ah!

PARABÉÉNS CAROL! *-*

um cérebro pequeno+um cérebro grande=


você é a glicose da minha vida;

você é o campo gravitacional dos meus elétrons;

você é o neutrino que destrói meus neutrons;

você é o cromossomo que me falta pra ter síndrome de down;


Sem comentários a fazer sobre esse 'trabalho' :D

Só pra dar uma inspirada pra próxima postagem:


'Palavras flutuam como uma chuva sem fim dentro de um copo de papel,

Elas se mexem selvagemente enquanto deslizam pelo universo.

Um monte de mágoas, um punhado de alegrias estão passando porminha mente,

Me possuindo e acariciando.'


'Imagens de luzes quebradas que dançam na minha frente como milhões de olhos,

Eles me chamam para ir pelo universo.

Pensamentos se movem como um vento incansável dentro de uma caixa de correio,

Elas tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho pelo universo.'


'Sons de risos, sombras de amor estão tocando meus ouvidos abertos,

Me excitando e convidando.

Um amor incondicional, sem limites, que brilha em minha volta como milhões de sóis,

E me chamam para ir pelo universo.'


Jai guru deva, Om. Nothing's gonna change my world.


-ao som do ventilador que gira;

-com uma página de livro pronta >.<



suspiros!



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

across the universe


A minha sensibilidade me aflige. E me aflige muito.

Como é que pode, assistir um filme, que apesar de ser UM filme, é um filme, e já sentir aquela melancolia, aquele aperto, aquela vontade de abraçar alguém que você ama? Ai, isso me irrita profundamente. Eu não quero ser assim!


Isso só prova o quão submissa e dependente eu sou!

Shit! :D


Assisti (além daquele UM filme), aquele outro filmezinho, o Crepúsculo. :D

Menininhas de 12, 13 anos vão adorar, afinal, é exato para a idade delas: não há sequer uma troca de carícias mais intensa no filme o/. Enfim, um filme adolescente até que inocente. xD

Ai, atuações bem fraquinhas. Só a garota protagonista, Bella, se salva um pouco. Ela realmente deixa transparecer o quanto é chata e seca. Ah, cenas mal projetadas, e vilões fracos demais. ^^ Mas admito: Ed é de mexer com qualquer uma. Gatíssimo demais. Mas eu já conhecia ele mesmo, e o descobri antes de todo mundo, em Harry Potter, como Cedrico Diggory o/. E nem por isso vou me vangloriar. :P


Mas enfim, o UM filme, Across the Universe, causou-me uma nostalgia de um tempo que eu nem vivi, só ouvi falar. Poxa, guerra do Vietnã, Beatles no auge (George Harrisson fofíssimo na flor da idade ;D), música, arte, hippies, protestos, é tudo fascinante! A cena dos morangos é fabulosa!

Um dia eu ainda consigo organizar uma festa onde todo mundo esteja usando saiotes rodadinhos, vestidos de bolinha, e cabelos Elvis Presley (isso me lembra o Tropeço :P), ou um dia eu convenço todo mundo a sair na rua com faixas de protesto contra a guerra, seja lá qual for ela, vestidos com saias e roupas floridíssimas, lutando por um ideal pacífico. Ah, é um sonho >.<


Then, we could, maybe, 'across the universe'. :P



Suspiros!


-Ao som de 'March of the Meanies' (Beatles o/)

-Com livro já começado. >.<

domingo, 4 de janeiro de 2009

descoberta :O


Por que sempre tem que haver um acontecimento chato pra que possamos reconhecer nossos erros? Pô, é sempre assim! Tá virando um verdadeiro novelão já, daqueles que querem dar lição de vida sabe? Eu odeio novelão, mas pelo jeito, não há como evitar.


E o pior: além de reconhecer erros, você acaba descobrindo o seu maior defeito, o você mais tem de perigoso no seu interior, e que aflora quando você menos espera. No meu caso: ciúmes uu'.


Não há controle. Na verdade, na maioria das vezes que ele aflora, é culpa de paranóias de minha cabeça. Sim, porque pra imaginar situações, motivos, conversas que não existem, eu sou craque. Você se depara, pela segunda vez, com cenas que você faz de tudo pra não ver. Insiste, e vê. Boom. Está feito. Na minha cabeça se formam imagens inexistentes, e de tanto imaginar, a raiva sobe, as lágrimas vêm (lágrimas ridículas uu') e você briga. Briga, briga, insiste na razão e de repente... Descobri que não era nada daquilo que havia na minha mente. Nadinha.


Acabei por descobrir a força das minhas paranóias. Ah, como eu as odeio! xD

Detesto isso. Detesto, muito novelão, clichê. Mas acabei por descobrir também que eles são necessários pra tornar o que você tem de mais precioso, em algo importante e mais valorizado. :D


Chega de 'melosidades'. Ah! ¬¬'


Ah! Estou pensando em escrever um livro. Mais um. Pensarei bastante no caso ainda. Mas pode acontecer. :D


-ao som do silêncio e do barulho do pc;

-prestes a nanar :D


suspiros!

sábado, 3 de janeiro de 2009

ah!

happy new year ! ;D

Back ;D


aaai que delícia estar em casa novamente!

meeu Deus, como faz falta ficar em casa, como faz falta comer comida de verdadee!e como faz falta mamãe, papai e namorado ao meu lado!

uma semana no Guarujá [o/] com titia, prima e primo. uma delícia! muito sol, muito sal, muita areia, muito coco, muito milhoo, muito camaraão, marisco e peixe! realmente, não posso mais nem ver frutos do mar na minha frente! já me causa naúseas só de lembrar daquelas delícias que me fizeram mal e enjoaram. xD


com exceção das milhares de porcarias que ingeri, com exceção do sol escaldante, e do péssimo atendimento de certos quiosques, a viagem me fez muito bem! e me fez também valorizar mais as pessoas que estão sempre ao meu lado *-* (sim, isso foi um pouco clichê^^).


aai, colocar recados e fofocas em dia agora . xD

enfim!