sábado, 17 de janeiro de 2009

o que te faz pensar?

Ontem foi dia de matar saudade. Encontramo-nos, eu e o pessoal do 3ºC, pelo menos os que se mostraram interessados em se apresentar, no parque da cidade (ai que gostoso :P). Nossa, que delícia poder ver novamente os meninos se matarem no sol para jogar bola, que delícia ver os mesmos de sempre sentados, apenas observando o jogo (eu me incluo nesse grupo :D), que delícia ver o Guto de barbixa e saber que ele vai fazer medicina, que delícia ver o Gú de bigode e barba a fazer, que delícia abraçar o Tato, conversar, tirar fotos e andar de bicicleta com a Carol, abraçar o Ví, ver a Lidy com uma camiseta pink com um bonequinho de voodoo. Que delícia jogar mato no Fefê, sair abraçada com o D'urso, ver o quanto o Grande não cresceu, cobrar o meu Jack e o meu CD do Dodô, ver o quanto o Japa está bronzeado e gato, ver o Toí de bermuda, camiseta branca e chinelo, a Gabi e o Rafa juntos, o Marco, o Joaka e o Tropeço. Que delícia ver todo mundo sentado na grama!
Eu e a Carol fomos para Vinhedo, na casa da Ana, após algumas horas, suadíssimas, vermelhíssimas (no meu caso, somente o nariz), e loucas por um banho. A Karina também estava lá. E assistimos a dois filmes: "Desejo e Reparação" e "O Orfanato". O primeiro eu já havia assistido antes. O segundo, sempre morri de pavor de ver. E acabei vendo. :O
Pela incontável vez que vi Desejo e Reparação, pude novamente sentir que estava pensando a mesma coisa que sempre pensei ao assitir: "O que poderia passar pela cabeça de um soldado que vivenciou a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial?". Homens de 34 ou 18 anos, pais de família ou marginais, casados ou não. Todos tinham deixado uma vida pra trás para tornar-se uma máquina mortífera. Para explodir bombas e matar outras pessoas que assim como eles, tinham uma história pra contar. Uma história matando a outra. Um sonho explodindo o outro. Na cena onde se presencia a evacuação de Dunkirk, pode-se notar as infinitas particularidades que estavam se perdendo em meio ao caos. Cavalos sendo mortos para o peso dos navios não se excedessem. Homens, que dias, horas, ou minutos antes haviam pelo no gatilho, brincando num carrossel e esquecendo aquilo tudo. Outro que lia a carta da namorada pela milésima vez, namorada essa que talvez já tivesse ingressado em outro relacionamento. Pais loucos para estarem ao lado do filho ou da esposa. Jovens brincando juntos feito crianças. Outros bêbados. Alguns cantando em busca do apoio de Deus. Outros cantando e madizendo a guerra. E outros morrendo, deixando tudo para trás. Particularidades infinitas que são extinguidas. Ou resgatadas por um bom tratamento psiquiatra.
Pensei em escrever sobre o que pensei de "O Orfanato". Mas não, cansei. Quero apenas dizer: "É justo que crianças orfãs e portadoras do HIV nunca descansem em paz?". Assistam, morram de medo do Tomás e seus amiguinhos espíritos, joguem e se emocionem com o final. :D

-ao som de "The Show Must Go On", do Queen.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. droga,errei no cometário u-u
    mas enfim,
    A CASINHA DO TOMÁS *-*
    ei,não é gostosinho vir aqui?:/
    só pq você não ficou trancada numa salinha minuscula,pensando em transformar gays em heteros :x
    te amo nenem ♥

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  3. Nossa natt q situações opostas! primeiro vc fala da alegria do nosso reencontro e depois a partir d um filme vc me fez mais uma vez refletir! vc me surpreende Natália!

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  4. Carol:

    adoro o jeito como vc escreve!!! mto bom msm!!!
    precisamos ter mtos mais dias assim.
    ensolarados, xeios de memórias e sonhos.

    adoro!!!

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